Finalmente, após muitas tentativas, em 21/10/2010 consegui realizar meu primeiro voo completo de TGLs (voo 03). E digo completo porque, uns dias antes, em 12/10/2010, uma tentativa de treinamento de TGLs teve que ser interrompida por condições meteorológicas bastante adversas (a parte “meio” do título deste post).
Começando pelo “meio voo”, cheguei ao Aeroclube por volta das 09h, com previsão de decolagem para 10h local. O vento já soprava com bastante intensidade, quase de través. Em consulta ao instrutor o mesmo aprovou o voo, mas era bom que ficássemos bastante atentos a deterioração da condição, que poderia ocorrer muito rapidamente. Não havia nebulosidade, mas o vento estava se acentuando gradualmente.
Decolagem realizada quase pontualmente, nos primeiros pés já foi possível perceber que o trabalho seria grande. Vento bastante intenso, cruzado em relação a pista e atmosfera bastante turbulenta. Nada que recomendasse um voo inicial de TGLs. O primeiro pouso foi bastante duro, em função de uma ascendente na final seguida por uma descendente após o cruzamento da cabeceira. É um fenômeno bastante comum no Aeroclube, em função das plantações de arroz, mas que aparentemente foi acentuado pela condição adversa.
Na segunda volta, após uma rajada de vento onde foi necessário defletir completamente o aileron para “o lado do vento” para manter as asas niveladas, decidimos acabar por ali o treinamento. Sugeri ao instrutor que prontamente concordou que a condição não possibilitava continuar o treinamento. Descemos para o último pouso e acabou-se ali meu “meio voo”. O dia estava estão “não” que nem o GPS alinhou, e não tenho o tracking deste voo.
O voo 03 pode ser considerado meu primeiro voo completo de TGLs. Marcado para 21/10/2010, às 10h, apresentava uma condição bastante propícia à prática de TGLs.
Decolamos um pouco atrasados, em função do atraso do voo anterior. Posso dizer que TGL é um tipo de voo bastante cansativo, dado o grande número de ações, checklists e fonia a serem realizados, em um intervalo de tempo bastante curto. Pra quem não conhece, TGL significa Touch-and-Go Landing, o que implica em realizar sucessivas manobras de decolagem e pouso, mantendo-se todo o tempo no circuito de tráfego.
Ao todo foram realizadas 8 manobras de decolagem e pouso. O meu principal “pecado” neste voo foi iniciar a quebra de planeio sempre adiantado. O correto é efetuar a quebra do planeio bem rente a pista, para que não haja perigo de “estolar” a aeronave muito alto. Porém, instintivamente, acabei em várias aproximações iniciando a quebra prematuramente, com “medo” de “entrar de roda” na pista, o que acabava por prejudicar alguns pousos. Neste voo tive uma arremetida por chegar muito alto para aproximação.
Foi bacana essa experiência de fazer TGLs. É a etapa do treinamento (pelo menos a meu ver) em que é possível se observar com bastante nitidez a evolução da capacidade de “pé e mão”.
Aqui segue o kml, com o tracking do voo 03, pra quem tiver curiosidade de abrir no Google Earth.
Na verdade meus Posts estão atrasado, e já fiz outros TGLs depois do descrito acima. Como em geral os voos são iguais, em breve farei um Post agregando todos os voos, os aprendizados e as peculiaridades de cada um.
Mantenha a escuta!
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